A PRÁTICA DA ENTREGA DE DÍZIMO
A correta questão nunca foi que o dízimo é coisa da lei e que por isso não se aplicaria ao hoje tempo presente; quem vai por essa abordagem está errado!
O que se precisa saber e entender corretamente, sem misturar as coisas (seja por ignorância ou conveniência):
I) Antes da Antiga Aliança.
POR ABRAÃO (patriarca da comunidade de Israel)
1. Dízimo de tudo. Gn 14:20: "e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus adversários nas tuas mãos. E de tudo lhe deu Abrão o dízimo."
1a. Esse tudo é tudo do despojo. Hb 7:4: "Considerai, pois, como era grande esse a quem Abraão, o patriarca, pagou o dízimo tirado dos melhores despojos."
OBS. Essa entrega foi voluntária e uma única vez em toda a vida de Abraão.
POR JACÓ (outro patriarca da comunidade de Israel)
1. Prometeu por voto, e voluntariamente, dar o dízimo de tudo o que Deus lhe desse. Gn 28:20-22: "Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta jornada que empreendo, e me der pão para comer e roupa que me vista, de maneira que eu volte em paz para a casa de meu pai, então, o SENHOR será o meu Deus; e a pedra, que erigi por coluna, será a Casa de Deus; e, de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo."
OBS. Jacó em momento algum disse que essa entrega seria feita continuamente todos os meses ou anos.
II) No período após o estabelecimento da Antiga Aliança.
PELOS FILHOS DE ISRAEL
Se tornou ordenança de Deus para a comunidade de Israel. Lv 27:1-2,30: "Disse mais o SENHOR a Moisés: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando alguém fizer voto com respeito a pessoas, estas serão do SENHOR, segundo a tua avaliação. … Também todas as dízimas da terra, tanto dos cereais do campo como dos frutos das árvores, são do SENHOR; santas são ao SENHOR."
Deveria ser literalmente comido apenas na cidade de Jerusalém. Dt 14:22-26: "Certamente, darás os dízimos de todo o fruto das tuas sementes, que ano após ano se recolher do campo. E, perante o SENHOR, teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu cereal, do teu vinho, do teu azeite e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer o SENHOR, teu Deus, todos os dias. Quando o caminho te for comprido demais, que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar que o SENHOR, teu Deus, escolher para ali pôr o seu nome, quando o SENHOR, teu Deus, te tiver abençoado, então, vende-os, e leva o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que o SENHOR, teu Deus, escolher. Esse dinheiro, dá-lo-ás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, ou ovelhas, ou vinho, ou bebida forte, ou qualquer coisa que te pedir a tua alma; come-o ali perante o SENHOR, teu Deus, e te alegrarás, tu e a tua casa;"
Deveria ir também para as mãos do pobre, da viúva, do estrangeiro, e da tribo de Levi. Dt 14:27-29: "porém não desampararás o levita que está dentro da tua cidade, pois não tem parte nem herança contigo. Ao fim de cada três anos, tirarás todos os dízimos do fruto do terceiro ano e os recolherás na tua cidade. Então, virão o levita (pois não tem parte nem herança contigo), o estrangeiro, o órfão e a viúva que estão dentro da tua cidade, e comerão, e se fartarão, para que o SENHOR, teu Deus, te abençoe em todas as obras que as tuas mãos fizerem."
A não entrega do dízimo era caracterizado por Deus em roubo especificamente por parte da nação (SINGULAR!) de Israel. Ml 3:8-9: "Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda."
A observância tinha que ser em Jerusalém, no Templo em Jerusalém. Dt 14:23-26: "E, perante o SENHOR, teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu cereal, do teu vinho, do teu azeite e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer o SENHOR, teu Deus, todos os dias. Quando o caminho te for comprido demais, que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar que o SENHOR, teu Deus, escolher para ali pôr o seu nome, quando o SENHOR, teu Deus, te tiver abençoado, então, vende-os, e leva o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que o SENHOR, teu Deus, escolher. Esse dinheiro, dá-lo-ás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, ou ovelhas, ou vinho, ou bebida forte, ou qualquer coisa que te pedir a tua alma; come-o ali perante o SENHOR, teu Deus, e te alegrarás, tu e a tua casa;"
Praticado no período do ministério de Jesus. Mt 23:23: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!" / Lc 18:12: "jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho."
III) No período após o estabelecimento da Nova Aliança na cruz.
Praticado pela comunidade de Israel até antes da destruição do Templo em Jerusalém. Hb 7:8: "Aliás, aqui são homens mortais os que recebem {Gr. λαμβανω \ Lambano, e tempo presente} dízimos, porém ali, aquele de quem se testifica que vive."
Aos fiéis dentre os gentios Paulo até teve oportunidade para pedir dízimo (para auxílio dos pobres, que é a finalidade do mesmo), mas nunca o fez, ao invés disso ele sempre pediu CONTRIBUIÇÕES voluntárias e jamais estipulou porcentagem ou a quantidade que deveria ser entregue (o máximo que ele dizia é que deveria ser sem avareza). Rm 15:25-27: "Mas, agora, estou de partida para Jerusalém, a serviço dos santos. Porque aprouve à Macedônia e à Acaia levantar uma coleta em benefício dos pobres dentre os santos que vivem em Jerusalém. Isto lhes pareceu bem, e mesmo lhes são devedores; porque, se os gentios têm sido participantes dos valores espirituais dos judeus, devem também servi-los com bens materiais." / Rm 16:1-2: "Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que está servindo à igreja de Cencréia, para que a recebais no Senhor como convém aos santos e a ajudeis em tudo que de vós vier a precisar; porque tem sido protetora de muitos e de mim inclusive." / 2 Co 8:1-5: "Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia; porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade. Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos. E não somente fizeram como nós esperávamos, mas também deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus;" / 2 Co 9:5-7: "Portanto, julguei conveniente recomendar aos irmãos que me precedessem entre vós e preparassem de antemão a vossa dádiva já anunciada, para que esteja pronta como expressão de generosidade e não de avareza. E isto afirmo: aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará. Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria."
IV) CONCLUSÃO:
É na realidade do período após o estabelecimento da Nova Aliança na cruz que estamos, de modo que o que se entrega são CONTRIBUIÇÕES VOLUNTÁRIAS, SEM QUALQUER ESTIPULAÇÃO, SEM AVAREZA, COM ALEGRIA, POR GRATIDÃO, E AMOR!

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