“ESTUDO SOBRE A NOVA JERUSALÉM – O ARRAIAL (O POVO) DE DEUS E DO MESSIAS”
O assunto santa cidade nova Jerusalém é algo bem profundo e seus detalhes são riquíssimos em significados.
Quando se literaliza a Santa Cidade, se perde muitíssima revelação. O nível Sod (entendimento secreto, oculto, simbólico) é o nível mais profundo de uma compreensão Bíblica; Já o nível Peshat (entendimento literal do texto) é o mais raso, o mais superficial, dos quatro níveis que são representados pela palavra PaRDeS. Isso ficará muito claro por meio deste estudo.
A Nova Jerusalém não é uma cidade literalmente mas uma referencia a igreja do Senhor, EM SUA REAL CONFIGURAÇÃO E ABRANGÊNCIA, de uma forma criptografada, simbólica, apontando para o estado de glorificação da Igreja.
Ap 21:1,5 – O novo céu e nova terra é sentido profético Messiânico (IS 65:17; IS 66:22); tem a ver com o tempo da Regeneração anunciada pelo Senhor Jesus (MT 19:28), o tempo da Restauração de todas as coisas (AT 3:21; AP 21:5), é isso que Pedro aguardava (2 PE 3:13).
Ap 21:2,4 – A descida da santa cidade do Céu faz referência a descida da igreja glorificada após o arrebatamento para Reinar com o Messias na Terra após as bodas do Cordeiro que se dará na terra; e nessa ocasião não haverá mais sofrimento para a Igreja do Senhor..
Ap 21:8-10 – O ser lançado no lago de fogo (que ainda não é o juízo final) e as sete taças da ira, são antes do cumprimento do novo céu e da nova terra, se cumprirão no período do Armagedom no momento da vinda do Senhor na qual se dará o arrebatamento da Igreja. Alguns interpretam dizendo que a esposa do Cordeiro não é a cidade em si, mas sim aqueles que segundo estes estarão habitando a Santa Cidade; porém, a cidade é literalmente a esposa do cordeiro, a noiva; porém, o Senhor Jesus não vai se casar com uma cidade literalmente e sim com um povo; de modo que, a esposa do cordeiro, a noiva do Cordeiro é descrita como uma cidade gloriosa e celestial, algo do alto; é o estado de glorificação da igreja em decorrência da transformação por meio da qual seremos revestidos de imortalidade e incorruptibilidade; seremos transformados e traremos a imagem do alto como filhos de Deus, e não mas a imagem terrena como filhos de Adão.
Ap 21:11 – Jaspe se trata de uma das pedras escolhidas por Deus para que esteja presente no colete sacerdotal do Sumo Sacerdote nas quais estavam gravadas os nomes das doze tribos de Israel.
Ap 21:12,13 – Aqui podemos fazer uma comparação entre a Nova Jerusalém e o Arraial do povo de Deus no deserto com a presença de um templo físico no meio; A muralha da Nova Jerusalém possui doze portas; E aí entra um detalhe importante: A divisão do acampamento das tribos de Israel ao redor do Templo (Tabernáculo); em cada um dos pontos cardeais ao redor do Tabernáculo no deserto, haviam três tribos. NO NORTE: Naftali, Dan, Aser (bandeira com imagem Águia); NO SUL: Gade, Ruben, Simeão (bandeira com imagem de homem); NO ORIENTE (oeste): Zebulom, Judá, Issacar (bandeira com imagem de leão); NO ORIENTE (leste): Benjamin, Efraim, Manassés (bandeira com imagem de boi); isso nos direciona imediatamente para os quatro seres com quatro faces ao redor do Trono assentamento da Glória. Ou seja, a muralha da nova Jerusalém é simbolizada também pela configuração das tribos de Israel no deserto com um Tabernáculo (templo móvel portátil) físico no meio. As doze portas tem ligação com as doze tribos e também com Cristo; Os nomes das doze tribos estão nas doze portas; Cristo é a porta; de modo que, cada integrante de cada uma das tribos de Israel precisam adentrar por meio de Cristo na nova aliança e assim fazer parte da real configuração da Igreja do Senhor em sua abrangência simbolizada pela Santa Cidade a Nova Jerusalém. Na nova Jerusalém não haverá templo físico porque no centro da igreja glorificada é o próprio SENHOR que será o Tempo; e isso não significa que na cidade de cidade Jerusalém restaurada não haverá um templo físico no Milênio.
Ap 21:14 – Os doze fundamentos (nos quais estão os nomes dos doze apóstolos) são pedras preciosas específicas escolhidas por Deus para estarem presentes no colete sacerdotal do Sumo Sacerdotal; isso mostra que a representação da cidade tem ligação com as doze tribos de Israel, e os doze apóstolos (que foram encarregados de anunciar o Evangelho principalmente aos integrantes das duas casas de Israel com as quais a nova aliança foi firmada por Deus através do Sangue do Messias de Israel na Cruz; e os gentios ao terem contato com o mesmo Evangelho podem crer e adentrar na mesma aliança e assim ser inclusos na Igreja do Senhor em sua real configuração e abrangência que é a noiva, a esposa de Deus por meio do Messias).
Ap 21:15-17 – A Nova Jerusalém (que diz respeito ao arraial, ao povo de Deus e do Messias), tem um formato simbólico quadrangular tendo como limite a muralha que a cerca; O arraial do povo de Deus na antiga aliança no deserto, tinha de igual modo, um formato simbólico quadrangular se levarmos em consideração a localização e divisão das tribos de Israel ao redor do Tabernáculo, uma espécie de muralha humana da cidade de Deus, do povo de Deus, no deserto. Temos o número 12 ligado a cidade e o número 144 ligado ao muro; o 12 nos lembra doze tribos e doze apóstolos; 144 nos lembra os selados que foram comprados como primícias para Deus, sendo doze mil de cada uma das doze tribos de Israel.
Ap 21:18-20 – A Jaspe como já citado tem certa ligação com a tribo de Benjamin o filho caçula de Jacó; O ouro simboliza a realeza. Os doze fundamentos do muro tinham doze pedras que são as que haviam no colete sacerdotal do Sumo Sacerdotal; é justamente isso que a Igreja do Senhor, o Arraial o povo de Deus e do Messias, será no período da Era Messiânica Milenial, a saber, um Sacerdócio Real; ou, um Reino Sacerdotal; a configuração do arraial ao redor do tabernáculo bem organizado e bem dividido encabeçado pela tribo de Judá nos mostra a organização de um exército de um reino; e essa organização nós podemos ver nos detalhes da muralha da Santa Cidade, a Nova Jerusalém, a Esposa do Leão da Tribo de Judá – o Rei dos reis e o Senhor dos senhores.
Ap 21:21 – As portas representam doze pérolas; Como Cristo é a porta por meio de quem cada integrante das duas casas de Israel devem entrar para em salvo, então ele é a pérola; ou seja, os integrantes de cada uma das tribos de Israel precisam andentrar por Cristo e assim tomar posse dessa pérola de grande valor que faz alusão ao Reino de Deus ou dos Céus que tem ligação direta com o Messias filho de Davi.
Ap 21:3,22-26 – Na Antiga Aliança, no centro do Arraial do povo de Deus no deserto havia o Tabernáculo (um templo móvel portátil) que simbolizava o Trono Divino Celestial - o assentamento da glória de Deus, no meio do Seu povo, do Seu Arraial, que por sua vez deveria ser um Reino Sacerdotal, um Sacerdócio Real, na condição de luz para mundo; Na Nova Aliança no centro do Arraial do povo de Deus na Era Messiânica Milenial não haverá um Templo estrutural, pois no seu centro estará o Trono Divino Celestial – o Assentamento da Glória, Deus e o Cordeiro habitarão no meio do Seu povo que por sua vez cumprirá perfeitamente sua missão de ser luz para o mundo, para as nações que restarem sobre a terra após o armagedom e o julgamento daqueles identificados como ovelhas e\ou como bodes. A glória que se verá na igreja glorificada na Era Messiânica se origina não nela própria mas em Deus e no Cordeiro. E tal igreja do Senhor, em sua real configuração e abrangência, será honrada pelas nações.
Ap 21:27 – Na santa cidade estará a árvore da vida com suas folhas para cura das nações e com seus frutos para proporcionar longevidade, manutenção da vida, e ao comer dele continuamente de tempo em tempo vai se cumprindo o que Deus disse para Adão, vivendo viverá; porém, os que procederem de rebeldia por terem ainda uma natureza humana decaída, estes serão privados da árvore da vida pois o adentrar na santa cidade lhes será proibido, logo não terão acesso as folhas para saúde e aos frutos para manutenção da vida, e como resultado, passarão pelo mesmo processo que Adão e Eva passaram fora do Jardim do Éden, ou seja, morrendo morrerão; daí, uns morrerão com 100 anos, outros com 200 anos, outros com 300 anos, outros com 500 anos.
PORQUE NÃO CREIO QUE A NOVA JERUSALÉM SERÁ UMA CIDADE LITERALMENTE?
Deixa eu explicar:
Do mesmo modo que a descida com cavalos é simbólica (não existe cavalo no céu), do mesmo modo que a imagem de uma besta subindo do abismo e/ou da terra são simbólicas, do mesmo modo que o mar é simbólico, que o dragão de sete cabeças é simbólico, que a mulher de Apocalipse 12 é simbólica, que a mulher prostituta é simbólica, que os 24 anciãos são simbólicos, a santa cidade identificada como noiva do Cordeiro é simbólica. Nem tudo no Apocalipse é simbólico mas muita coisa contemplada por João em visão é simbólica.
A dimensão da santa cidade com base na NTLH:
Ap 21:16: "A cidade é quadrangular, de comprimento e largura iguais. E mediu a cidade com a vara até doze mil estádios {2.200km}. O seu COMPRIMENTO, LARGURA e ALTURA são IGUAIS."
A NOVA JERUSALÉM possui distância no tocante a largura, comprimento e altura. Então não é 2.200km ao ² (quadrado).
Se são 2.200km nos três lados.
Então são:
2.200km³
O que implica em:
2.200km (dois milhões e duzentos mil metros) no lado que diz respeito a largura.
+
2.200km (dois milhões e duzentos mil metros) no lado que diz respeito ao comprimento.
+
2.200km (dois milhões e duzentos mil metros) e no lado que diz respeito a altura.
Daí, o que temos, são monstruosos:
10.648.000.000.000.000.000 METROS ao todo!
A leitura dos números cardinais acima é:
10 quintilhões 648 quatrilhões de METROS totais!
Esta, seria a dimensão da nova Jerusalém se ela fosse literal.
Agora veja, a área total do Estado de Israel é 22.072 quilômetros quadrados, dentre os quais 21.643 km quadrados são terra. Israel tem aproximadamente 470 km de comprimento e aproximadamente 135 km de largura em seu ponto mais largo.
No deserto (peregrinação do povo de Deus) não havia cidade literal, mas lá estava o Reino de Deus no meio deles!
Hb 12:18-24 "Ora, não tendes chegado ao fogo palpável e ardente, e à escuridão, e às trevas, e à tempestade, e ao clangor da trombeta, e ao som de palavras tais, que quantos o ouviram suplicaram que não se lhes falasse mais, pois já não suportavam o que lhes era ordenado: Até um animal, se tocar o monte, será apedrejado. Na verdade, de tal modo era horrível o espetáculo, que Moisés disse: Sinto-me aterrado e trêmulo! Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembleia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados, e a Jesus, o Mediador da nova aliança, e ao sangue da aspersão que fala coisas superiores ao que fala o próprio Abel."
Ah, mas para o Senhor reinar tem que ter uma cidade literal... Alguém podem dizer...
Vejamos: Dt 33:5 (BdEP Bíblia de Estudo Pentecostal, 2009): "E o SENHOR foi rei em Jesurum, quando se congregaram os cabeças do povo com as tribos de Israel."
A doação da lei (Torah) por meio de Moisés e sua ratificação pela assembléia de Israel, eram o reconhecimento de Deus como o Rei de Israel.
No deserto (peregrinação do povo de Deus) não havia cidade literal mas lá estava o Reino de Deus no meio deles.
Então para o Senhor ser Rei na Era Messiânica Milenial não é necessário que a nova Jerusalém seja uma cidade literal; Um Reino não precisa de cidade literal e sim de pessoas que o componha bem como de súditos.
Sem contar que: Já vai existir a cidade JERUSALÉM que será restaurada assim como o mundo, o céu e a terra, no tempo da Regeneração!
Mas o cumprimento da Nova Jerusalém não seria na eternidade em um outro mundo? Alguém pode também argumentar...
Vejamos então: O TEMPO PARA O CUMPRIMENTO DA NOVA JERUSALÉM.
Ap 21:1-2: "E VI um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, preparada como uma esposa adornada para o seu marido."
Ap 22:2: "No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações."
Ap 21:21: "A praça da cidade é de ouro puro, como vidro transparente."
Zc 8:4-5: "Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Ainda nas praças de Jerusalém sentar-se-ão velhos e velhas, levando cada um na mão o seu arrimo, por causa da sua muita idade. As praças da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão."
Is 65:20: "Não haverá mais nela criança para viver poucos dias, nem velho que não cumpra os seus; porque morrer aos cem anos é morrer ainda jovem, e quem pecar só aos cem anos será amaldiçoado."
Porque Ap 21 e 22 não falam do período da Eternidade pós juízo final que se dará ao fim da Era Messiânica Milenial na qual o Senhor Reinará sobre todo o mundo?
Novo céu e nova terra = sentido profético Messiânico (IS 65:17; IS 66:22); tem a ver com o tempo da Regeneração anunciada pelo Senhor Jesus (MT 19:28), o tempo da Restauração de todas as coisas (AT 3:21; AP 21:5), é isso que Pedro aguardava (2 PE 3:13).
Nova Jerusalém com seus aproximadamente dois milhões e duzentos mil metros de largura, comprimento, e altura.
Porque não creio que a nova Jerusalém se cumprirá na eternidade após o juízo final em uma outra terra após a tal destruição desta terra?
Por que me recuso a acreditar que o trecho abaixo seja algo possível de se cumprir na Eternidade:
"...as folhas da árvore são para a SAÚDE das nações"
ACASO na Eternidade haverá ainda a possibilidade de pessoas ficarem enfermas? Lá, só haverão pessoas já revestidas de Imortalidade e Incorruptibilidade!
NÃO, NÃO SOU TESTEMUNHA DE JEOVÁ!
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