“A DETURPAÇÃO DA QUESTÃO MALDIÇÃO HEREDITÁRIA”
Textos Chaves: EZEQUIEL 18:3; JEREMIAS 31:29; E, ÊXODO 20:5
"Pais comerem uvas verdes e filhos terem os dentes embotados", não é a maldição hereditária de Êx 20:5; na verdade, trata-se de um pensamento resultado de uma deturpação interpretativa do que está escrito no Decálogo.
Em Ez 18:3 e Jr 31:29 não é falado contra Êx 20:5; no texto de Ezequiel é falado sim contra a deturpação do que realmente deve ser entendido como maldição hereditária no referente texto de Êxodo, a saber, o mau exemplo transmitido pelos progenitores por tradição, seja ela oral, ou exemplar (1 Pe 1:18); e, que podem ou não ser absorvido, copiado e seguido, pelos filhos, que já possuem uma natureza humana decaída (podendo até incluir uma real influência espiritual externa ou até uma atuação interna do príncipe das potestades do ar, o espírito que agora opera nos filhos da desobediência, conforme Ef 2:2); a maldição hereditária (em se tratando de comportamento ou estilo de vida e prática transmitido via tradição seja oral ou exemplar) só é quebrada na vida dos filhos quando estes, que inicialmente foram pelo mesmo mau caminho dos pais, se arrependem e se convertem de tais práticas reprovadas por Deus; já quanto a influência espiritual, se esta houver sobre tal indivíduo, aí sim, deve ser combatida em Deus e em Cristo, através da oração, bem como impedida de agir mediante o tapar de brechas, o não dar espaço ou legalidade (Ef 4:27); a maldição hereditária em Êx 20:5, não é em si, o visitar de Deus exercendo Seu justo e bendito juízo divino; é esta deturpação interpretativa que será definitivamente eliminada em decorrência da segunda vinda do Senhor, que resultará na restauração de Israel como Nação (para Reinar sobre a Terra em um Reino de Justiça, Prosperidade, Paz, Longevidade), em sua própria terra, com base em Jr 31:27-30; de modo que, tal eliminação dessa deturpação interpretativa, não se deu no estabelecimento da nova aliança, que ocorreu na primeira vinda do Senhor, mais precisamente com o sangue do Cristo derramado na cruz do Calvário, cumprindo-se parcialmente Jr 31:31-34; daí nós vemos até hoje tal deturpação interpretativa sendo propagada, difundida; na nova aliança o que ocorreu não foi a anulação da lei de Deus (Êx 20:5 é parte dessa lei) em Tábuas de Pedra, e sim a transferência de lugar desta, que inicialmente estava em tábuas de pedra (representando a dureza do coração humano não regenerado) e que passaria para o coração de carne, a saber, regenerado mediante a internalização do Espírito Santo de Deus em decorrência da fé em Deus e em Cristo adentrando assim na nova aliança; houveram sim algumas mudanças/alterações que se deram na nova aliança; porém nenhuma delas foi o fim do que Deus disse que faria em Êx 20:5!
O QUE SE TRANSMITE PARA OS FILHOS HEREDITARIAMENTE, ISTO É, POR TRADIÇÃO, SEJA ELA ORAL OU EXEMPLAR, PODE SER BÊNÇÃO OU MALDIÇÃO!
O contexto de
Jr 31:29, não é o verso 31, ou seja, o "naqueles dias" de Jr 31:29 não se trata do "eis que vem dias" de Jr 31:31; o
"naqueles dias" se trata do
"eis que vem dias" de Jr
31:27; e o "eis que vem dias"
de Jr 31:27 não trata-se do mesmo "eis
que vem dias" de Jr 31:31; o do verso 27 cumprir-se-á em decorrência
da segunda vinda do Senhor para Reinar sobre a terra, já o do verso 31
cumpriu-se em parte já na primeira vinda do Senhor, mais precisamente em sua
morte na cruz aonde foi firmada a nova aliança através do Seu Sangue ali
derramado, porém, será plenamente cumprido em decorrência também da segunda
vinda, mais precisamente no Reino Milenar Messiânico.
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