terça-feira, 14 de dezembro de 2021

“OS TESOUROS OCULTOS NA REVELAÇÃO DAS ESCRITURAS”


ALGO PARA SE REFLETIR

 

MUITAS PESSOAS usam como válvula de escape o texto de Deuteronômio 29:29 (“As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei.”), já outros colocam tudo na conta ou nas costas de Deus o Pai baseados no texto isolado de  Mateus 11:25 (“Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos.”) para se quer estudarem, ou então para se manterem na zona de conforto, com relação, não ao simplesmente estudar em si, mas ao examinar as Escrituras; estas pessoas agem deste modo, porque não entendem que, a pesar de a revelação na Bíblia ser a mesma desde seu início (já que as letras nela não se alteram literalmente de forma milagrosa), esta por sua vez, possui variados níveis, camadas, que para serem alcançadas por qualquer pessoa, exige-se muito mais do que estudar por estudar a Escritura, exige-se o ato de examinar de forma minuciosa e em toda a abrangência possível levando em consideração o contexto de capa a capa das Escrituras que de certa forma tem ligação com o assunto específico que nela está registrado; existem níveis ou camadas da revelação da Escritura, que encontram-se encobertas por muitos outros assuntos que estão inseridos e misturados dentro da mesma Escritura e que só mesmo prestando muita atenção, bem como tendo o árduo trabalho de fazer as devidas conexões levando em conta todas as partes de capa a capa que de certa forma possuem ligação profética sobre o mesmo assunto em pauta (e isso não leva dias ou semanas, ou meses, mas anos e até décadas de intenso estudo e examinar da Escritura), e principalmente tendo a iluminação divina na mente, no entendimento, é que serão alcançadas, menos por aquelas pessoas que simplesmente não se aplicam do mesmo modo que outros o fazem, isto é, com afinco.

 

Eu gosto de um termo judaico e da significação deste, que podemos usar para abordar justamente essa questão, é o termo, a expressão (ou o acróstico, a sigla) PARDES, onde cada letra (PRDS) desta palavra representa uma palavra hebraica que por sua vez corresponde a um nível ou camada da compreensão da revelação (alcançada e transmitida por meio da hermenêutica e exegese), revelação esta que é a mesma; porém, sua compreensão é mais profunda do que muitos pensam ou imaginam, e por não entenderem isso, não são poucos os que se contentam com a camada ou nível superficial supondo que já entenderam tal questão e que não há nada mais que se possa aprender no tocante a ela, se mantendo assim na camada superficial, rasa, da compreensão da revelação existente na Escritura.

 

PARDES (usando apenas as consoantes PRDS estas são as iniciais de 4 palavras que descrevem quatro diferentes abordagens da hermenêutica e exegese bíblica judaica)

 

P

’shát = interpretação literal, superficial.

 

 

R

êmez = alusão, alegoria para interpretar.

 

 

D

rash = associação textual onde se usa um ou mais textos para ajudar a entender determinado texto.

 

S

ôd = segredo, são os mistérios ocultos da revelação contidos na Escritura.

 

 

Estas mesmas abordagens podem e devem ser consideradas e aplicadas na hermenêutica e exegese cristã.

 

Pr. Thiago G. Sanchez

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