A “Nova Jerusalém” é a Igreja redimida unida a seu Senhor visando governar o mundo inteiro.
A cidade é obviamente a sede do governo de Cristo no Reino originalmente de Deus.
Nessa condição abençoada, os santos governarão a terra no tempo da regeneração, como os poderes das trevas a governam agora, porém, haverá justiça, paz, prosperidade, e longevidade.
A cidade inteira será, propriamente falando, o Tabernáculo de Deus, onde o tipo é o Tabernáculo do deserto, a diferença é que aquele era em forma geométrica de retângulo ou paralelepípedo, já este é descrito com uma forma quadrangular, com o Senhor Deus e o Cordeiro envolvendo, enchendo, santificando o todo, e estando mais intimamente presente em cada parte dele, e com cada indivíduo.
A doutrina do novo céu e da nova terra remonta à Isaías 65:17 e é derivada da crença de que o mundo atual é tão corrupto que não pode ser a sede do reino messiânico, pelo menos em seu presente doença; daí Jesus fala sobre um tempo específico da regeneração (Mt 19:28), que se CUMPRIRÁ no contexto da Era Messiânica Milenial, após a queda de toda a Estátua descrita em Daniel 2 que representam reinos deste mundo!
A lista de pedras como sendo o fundamento da tal cidade, deve ser comparada com as pedras do peitoral do sumo sacerdote (Êxodo 28:17 ss. Êxodo 39:10 ss); ou seja, trata-se de um Reino Sacerdotal.
A dita cidade não possui santuário, pois ela mesma é um Santo dos Santos. A Presença Eterna torna a Nova Jerusalém um vasto templo (Ap 21:3).
A descrição em Apocalipse 21:23 é sugerida por Isaías 60:19. Na verdade, todo o Apocalipse 21:23-26 é praticamente emprestado de Isaías 60.
O jaspe associado ao muro é extremamente duro e quase indestrutível; simbolizando que a Igreja de Cristo em sua real configuração é algo INDESTRUTÍVEL!
Justamente 144 côvados, Isto é, doze (o número dos apóstolos) X doze (o número das tribos). Doze multiplicado por Doze é igual a: 144.
As 12 portas (três de cada lado) simbolizam as doze tribos de Israel que correspondem a totalidade daquilo que veio a se tornar duas casas de Israel (com as quais a nova aliança na cruz foi feita), fazem alusão a repartição das doze tribos ao redor do Tabernáculo físico no deserto.
As 12 fundações (como espécie de Colunas) fazem alusão aos doze apóstolos que venceram.
A junção entre os doze ligado as tribos de Israel, e, os doze ligado aos apóstolos de Cristo, equivale a Igreja do Senhor em sua real configuração!
A cidade santa, a nova Jerusalém = O tabernáculo de Deus que estará com os homens, e ele habitará com eles.
Quanto a um novo céu e uma nova terra, duas palavras no Novo Testamento são traduzidas como "novo", mas há uma diferença entre elas.
Um contempla o objeto falado sob o aspecto de algo que recentemente foi trazido à existência, o outro sob um aspecto novo dado ao que já existia, mas que se desgastou; A última palavra é empregada aqui, como também é empregada nas frases uma "vestimenta nova", isto é, uma vestimenta não puída, como uma velha; "odres novos", isto é, odres não enrugados e secos; uma "nova tumba", isto é, não uma recém-escavada na rocha, mas uma que nunca havia sido usada como o último local de descanso dos mortos. O fato, portanto, de que os céus e a terra aqui mencionados são "novos", não significa que eles foram agora trazidos à existência. Eles podem ser os velhos céus e a velha terra; mas eles têm um novo aspecto, um novo caráter, adaptado a um novo fim.
As doze portas são doze pérolas, Cristo é a pérola de Grande valor representada por cada uma das três portas em cada um dos quatro lados ao redor da Cidade na condição de Tabernáculo de Deus, significando que a real configuração da igreja consiste primeiramente de integrantes das doze tribos de Israel que entram por Cristo e assim se tornam o Israel de Deus, Noiva/Esposa de Deus por meio de Cristo.
O conteúdo da visão é uma descrição da cidade santa, a nova Jerusalém, a verdadeira Igreja de Deus em sua real configuração!
Ap 21 é um relato detalhado da verdadeira Igreja na sua real configuração sob a figura de uma cidade santa e gloriosa.
A imagem da cidade ilustra a glória da santa igreja em sua real configuração na Era Messiânica Milenial!
Que aspecto da Igreja em sua real configuração, a cidade santa de Jerusalém descida do céu da parte de Deus representa?
R: É a Igreja como ela será na Era Messiânica Milenial, a saber, gloriosa!
Fp 3:20 "Mas a nossa PÁTRIA está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo,"
Gr. πολιτευμα (politeuma), traduzido por Pátria ou Cidade, pode significar: administração de afazeres civis ou de uma comunidade; constituição de uma comunidade, forma de governo e as leis pelas quais é administrada; estado, comunidade, a comunidade dos cidadãos; A palavra significa propriamente a administração, governo ou forma de uma república ou estado; Significa também uma república, uma cidade ou a habitantes de qualquer cidade ou lugar; uma sociedade de pessoas que vivem no mesmo lugar e sob a mesmas regras e leis.
Hebreus 12:22 Mas vocês vieram ao monte Sion
A fim de entrar totalmente no significado do apóstolo, devemos observar:
1. Que a Igreja, que é chamada aqui de cidade do Deus vivo , a Jerusalém celestial e o monte Sião, é representada sob a noção de uma CIDADE.
2. Que a grande assembléia dos crentes em Cristo se opõe aqui à congregação dos israelitas reunida no Monte Sinai.
3. Que a inumerável companhia de anjos se opõe aqui àqueles anjos por quem o lei foi introduzida, Atos 7:53; Gálatas 3:19.
4. Que o Evangelho primogênito, cujos nomes estão escritos no céu , se opõe aqui ao primogênito matriculado entre os israelitas, Êxodo 24:5; Êxodo 19:22.
5. Que o mediador da nova aliança, o Senhor Jesus , aqui se opõe a Moisés , o mediador dos antigos.
6. E que o sangue da aspersão, de Cristo, nosso Sumo Sacerdote, se refere a o ato de Moisés, Êxodo 24:8: "E Moisés tomou o sangue, aspergiu sobre o povo e disse: Eis o sangue da aliança que o Senhor fez com você sobre todas essas palavras."
CONCLUSÃO:
A nova Jerusalém, embora descrita como uma cidade, é realmente uma figura, não de um lugar, mas de um povo. Não é o lar final dos redimidos. São os próprios redimidos. É "a noiva, a esposa do Cordeiro". Tudo o que é dito sobre isso, é dito dos verdadeiros seguidores de Jesus.
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