segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

"O QUE A BÍBLIA ENSINA SOBRE ELEIÇÃO DIVINA?"


"O QUE A BÍBLIA ENSINA SOBRE ELEIÇÃO DIVINA?"


SIGNIFICADO BÁSICO da palavra: Escolha divina.


A) DOIS TIPOS de eleição: 


1. CONDICIONAL E MERECIDA (Ex: Noé Gn 6:8 livramento pois foi salvo de morrer pelo dilúvio para um propósito específico aqui na terra = salvação física e não espiritual em si para encher novamente a terra; Tribo de Levi Dt 33:8-10 para desempenhar um ofício específico aqui na terra; neste caso é algo por merecimento humano).


2. INCONDICIONAL E IMERECIDA (Ex: Israel nação cujo a existência se deriva de Abraão, Isaque, e Jacó Gn 25:23; Rm 9:10-13 eleição para um propósito específico na terra que não se trata e salvação espiritual em si, mas que poderia sim vir a resultar nesta).


B) Alguns alvos da eleição divina em si: 


• LUGARES (Ex: Siló Sl 78:60; Jr 7:12; Jerusalém 1 Rs 8:44,48; 11:32,36, 14:21; 2 Rs 23:27; 2 Cr 6:34,38; 12:13), o Templo em Jerusalém 2 Cr 7:16, 33:7; e, o Monte Sião Sl 78:68; 132:13).


• INDIVÍDUO - podendo ser de forma condicional e até incondicional depende do caso e do contexto, mas em ambos os casos não se trata de salvação espiritual em si (Ex: Gn 25:23; 1 Sm 10:24).


• NAÇÃO/POVO EM SI PROPRIAMENTE DITA - novamente para uma missão específica na Terra em relação ao Reino de Deus e as nações em redor (Ex: Gn 25:23 - Os motivos para a eleição de Israel nação não foram positivos, não foi por causa de seus números Dt 7:7, nem por justiça/retidão de coração Dt 9:5, sua realidade era de pequenez Dt 7:7; Deus escolheu Israel nação para ser santa (Ex 19:6; Dt 7:6; Dt 14:2) e para mostrar a sua glória (Is 43:7); a nação de Israel foi o instrumento eleito através do qual Deus planejou mediar a bênção Abraâmica prometida (salvação) para todo o mundo; assim o Senhor os chama de “um reino de sacerdotes” Ex 19:6, e “testemunhas” Is 43:10,12, e “meu servo” Is 44:1; mas Israel como nação eleita egiu de teimosia Dt 9:6 e rebelião Dt 9:7; agora, o propósito salvífico desta eleição divina {que não é salvação em si} e sim conduzir a salvação espiritual, culmina na pessoa bendita do Servo do Senhor; Ele foi escolhido para trazer Jacó {Israel Nação} de volta ao Senhor Is 49:5, para nEle ser uma luz para os gentios 49:6, para nEle ser uma aliança para o povo 49:8, para nEle libertar os cativos 49:9 e nEle sofrer pela salvação do homem Is 52:13; 53:12; Ser escolhido/eleito por Deus, se merecido ou não, é receber uma das mais altas honrarias possíveis; não é por si só garantia de inálteravel salvação espiritual, ainda que dependendo venha a culminar em tal coisa, haja vista, as reais consequências da eleição podem ser resumidas em termos de: privilégio e responsabilidade; privilégio traz responsabilidade, e uma das responsabilidades presentes na eleição Divina é a obrigação de responder a essa eleição em fé, obediência, fidelidade, contínua, só assim culminará na salvação espiritual; e Deus em sua Presciência Divina sabe com 100% de exatidão e precisão em quem ou com quem isso de fato se concretizará; pois não basta começar bem e terminar mal; temos que começar bem e terminar bem; e isso só será possível se não nos apostarmos antes de encerrarmos a nossa jornada da vida neste mundo (Dt 4:37,40; Dt 7:6,11).


C) O FRACASSO NAS RESPONSABILIDADES DA ELEIÇÃO: 


Teve e tem os seus resultados: 


1. O JUÍZO DIVINO (Lv 26:14-39; Dt 28:15-68; Am 3:2).


2. A REVOGAÇÃO DA ELEIÇÃO DIVINA, que se dá de duas formas: de forma permanente; e, de forma temporária. 


EXEMPLOS de reversão da eleição Divina abrangem todos os três tipos de eleição: 


• COISAS – o lugar escolhido de Sua habitação: Siló Sl 78:60, o templo Jr 7:14; 26:6, e a cidade de Jerusalém 2 Rs 23:37.


• INDIVÍDUOS – Saul 1 Sm 15:23,26, Jeroboão 1 Rs 14:7, e Baasa, 1 Rs 16:2.


• ENTIDADES CORPORATIVAS – a casa de Eli, como parte do sacerdócio de Arão 2 Sm 2:31-33, Israel Reino do Norte, Judá Reino do Sul 2 Rs 17:15-20; Jr 3:8; Os 11:8; Os 1:6,9,10, e da “nação ou reino” 2 Rs 17:19,20; Jr 18:7-10.


D) A ELEIÇÃO DIVINA NA NOVA ALIANÇA É INCONDICIONAL:


A eleição divina, abordada pelos apóstolos, ocorre de forma incondicional; é para propósito ou missão específica; e, como em todos os casos na Antiga Aliança, inclui deveres e responsabilidades por parte do eleito; os que falharem, sofrerão as consequências; e, os que conforme a Presciência Divina, não falharem, alcançarão por fim a salvação espiritual; neste sentido temos o eleito temporário e o eleito permanente, ambos os casos em Cristo, e isso não é algo que é mero determinismo absoluto arbitrário de Deus em Sua Soberania Divina: 2 Ts 2:13 "Mas nós devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos, amados do Senhor, porque Deus vos ELEGEU desde o princípio para a santificação do espírito e a fé na verdade,"


E) OS DOIS TIPOS DE ELEITOS:


Os eleitos de Deus, cujo a eleição divina, por fim, culmina na salvação espiritual, são os de/da fé/confiança permanente em união ao Cristo: Tt 1:1 "Paulo, servo de Deus, e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé dos ELEITOS de Deus, e o pleno conhecimento da verdade que é segundo a piedade,"


A eleição que culmina na salvação espiritual é mediante a permanência permanente do indivíduo na posição de eleito em união ao Cristo; e Deus, em sua presciência divina, conhecendo quem serão os que farão isto, elegeu a estes em sua Presciência Divina, de modo que, a eleição destes culminará por fim na salvação espiritual; ou seja, existe no corpo de Cristo o eleito temporário que Deus escolheu por que quis em Sua Soberania Divina, e o eleito permanente que é conhecido por Deus mediante sua Presciência Divina. 1 Pe 1:2 "ELEITOS segundo a presciência de Deus Pai, na santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas."


Os eleitos, por causa da fidelidade incondicional deles vencerão o mal representado por todos aqueles pelos quais serão perseguidos e martirizados sobre a Terra: Ap 17:14 "Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os que estão com ele, os chamados, e ELEITOS, e fiéis."


F) O QUE A ELEIÇÃO DIVINA NÃO É: 


Ela não é por si só garantia de inálteravel salvação espiritual de ninguém neste mundo; a eleição de um eleito pode ser revogada por Deus; o mesmo Deus que elege condicional ou incondicionalmente, sabe perfeitamente por meio de Sua 100% inerrante e infalível Presciência divina os que infelizmente falharão indo de mal a pior até o fim; mas também sabe os que mesmo tendo tido a eleição revogada por haver falhado, ainda sim em algum momento despertarão e serão restabelecidos como eleitos de Deus, e a salvação espiritual destes, cujo a existência humana é perfeitamente pré conhecida por Deus, será infalivelmente confirmada ao deixarem esta vida!


Os eleitos de Deus, na Nova Aliança, tem responsabilidades e deveres: Cl 3:12 "Revestí-vos, pois, como ELEITOS de Deus, santos e amados, de coração compassivo, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade,"


A eleição abrange até anjos: 1 Tm 5:21 - Conjuro-te diante de Deus, e de Cristo Jesus, e dos anjos ELEITOS, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo com parcialidade."


CONCLUSÃO:


A eleição divina, sempre, desde o princípio da Criação, abrangeu dois aspectos: o temporal e o permanente; e ambos desde o princípio sempre dependeu do ser humano e não tão somente de Deus; e isto, tanto na eleição que, em si, se dá de forma incondicional, quanto a que, em si, se dá de forma condicional. Em ambos os casos, eleição é sempre para um propósito e/ou missão específica a ser executada nesta Terra; ela NUNCA foi garantia por si só de salvação espiritual para ninguém, por pura Soberania manifesta por um suposto mero determinismo absoluto arbitrário divino da parte de Deus, situação esta da qual todos nós seríamos inescapavelmente escravos!


SolaEscriptura

EDASF 

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